Infraestrutura Global de Data Centers Deve Movimentar US$ 3 Trilhões Até 2030
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A corrida global pela capacidade dos data centers entrou em uma nova fase. Segundo a Moody’s Ratings , os investimentos ligados à expansão dessa infraestrutura devem somar pelo menos US$ 3 trilhões (R$ 16,11 trilhões), nos próximos cinco anos em todo o mundo.
O movimento é impulsionado pela explosão de inteligência artificial, pela computação em nuvem e pela digitalização de serviços em escala global.
Produzido pelos analistas de infraestrutura e energia da Moody’s, o estudo aponta que apenas a construção física dos data centers deve exigir entre US$ 700 bilhões (R$ 3,76 trilhões), e US$ 1 trilhão (R$ 5,37 trilhões), algo próximo de um terço do total projetado. Esse valor se refere à obra civil e aos sistemas físicos das instalações. Os outros dois terços do investimento estão concentrados principalmente em equipamentos de computação e na infraestrutura necessária para operar esses sistemas.
Para investidores em imóveis, a boa notícia é que grande parte da nova capacidade já nasceu intensa. Empresas como Microsoft , Amazon , Google, Oracle e Meta vêm pré contratando volumes expressivos de espaço e energia, o que reduz significativamente o risco de vacância dos empreendimentos.
Por outro lado, esse modelo aumenta a concentração de receita em poucos inquilinos. Na avaliação da Moody’s, esse movimento sustenta o fluxo de caixa dos projetos, mas também reforça a dependência do setor em relação aos grandes provedores de serviços de computação em nuvem, conhecidos como hiperescaladores.
Diversificação de capital
A rápida evolução do setor também vem transformando o mercado financeiro. Projetos de data centers desligam volumes cada vez maiores de capital, o que tem levado à diversificação das fontes de financiamento.
Embora os bancos tradicionais continuem sendo peças centrais nesse processo, eles passaram a dividir espaço com investidores institucionais e fundos de crédito privado, que estão aportando recursos cada vez mais cedo, inclusive durante a fase de construção dos empreendimentos.
Muitas dessas operações, ainda que destinadas a empresas como OpenAI e Anthropic, contam com apoio direto ou indireto de gigantes da tecnologia como Microsoft e Oracle. Com crédito de alta qualidade, essas companhias garantem contratos de contratação de longo prazo, que podem chegar a 15 anos, oferecendo maior previsibilidade e segurança aos investidores.
Os dados indicam que apenas seis grandes provedores de serviços de computação em nuvem –Microsoft, Amazon, Alphabet, Oracle, Meta e CoreWeave–, investiram cerca de US$ 400 bilhões (R$ 2,14 trilhões) em 2025. Para 2026, a projeção é de US$ 500 bilhões ( R$ 2,68 trilhões), e, em 2027, deve atingir US$ 600 bilhões (R$ 3,22 trilhões), refletindo a aceleração da corrida por capacidade.
Desafios pela frente
O aponta ainda o impacto da crescente demanda global por mão de obra entregue, commodities e equipamentos especializados. Essa pressão tem aumentado tanto o custo de construção de novos data centers quanto os custos operacionais das instalações já existentes.
Um dos maiores impactos desse crescimento acelerado será no consumo global de eletricidade. A Moody’s estima que os data centers devem consumir cerca de 600 terawatts/hora em 2026, uma alta de 14% em relação a 2025 e quase 40% acima do nível observado em 2024.
Em mercados maduros como Estados Unidos, Europa e partes da Ásia, atrasos na conexão à rede elétrica e a resistência local ao alto consumo de energia e água têm postergado entregas de novos projetos.
Como resposta, aumenta o uso de geração própria de energia dentro ou nas proximidades dos data centers, uma solução que acelera cronogramas, mas aumenta custos e complexidade operacional.
Nos principais mercados dos Estados Unidos, os aluguéis de data centers de grande escala subiram de forma expressiva nos últimos dois anos, muito acima da média histórica do setor. Em instalações voltadas para inteligência artificial, a Moody’s destaca que o custo dos equipamentos de computação, especialmente as unidades de processamento gráfico, pode superar em várias vezes o valor do prédio físico.
Esse desequilíbrio entre operadores e usuários levados a buscar estruturas alternativas de financiamento e ao longo de prazos contratuais para diluir o risco financeiro.
Diferenças regionais
Embora a expansão dos data centers seja global, a Moody’s ressalta que o movimento não ocorre de forma aquosa. Diferenças de energia, regulação e maturidade de mercado moldam dinâmicas regionais distintas.
Nos Estados Unidos, o crescimento segue em escala industrial, impulsionado por grandes empresas de tecnologia que investem centenas de bilhões de dólares por ano para ampliar capacidade.
Na Ásia e Pacífico, o avanço é ainda mais rápido, sustentado por custos de construção mais baixos e pelo forte crescimento da demanda digital. A região deve absorver uma parcela relevante dos investimentos globais, embora a Moody’s alerte para riscos de excesso de capacidade em mercados como a China e para a pressão crescente sobre a infraestrutura elétrica em países menores.
A Europa cresce de forma mais seletiva. Restrições de rede, preços elevados de energia e escassez de terrenos nos principais polos tradicionais levaram desenvolvedores a buscar alternativas em países nórdicos e no sul do continente. Ao mesmo tempo, o bloco tenta acelerar sua infraestrutura de inteligência artificial como parte de uma estratégia de soberania digital.
Na América Latina, o crescimento chama atenção pelo ritmo. A região opera com vacância baixa nos principais mercados e preços de aquisição em níveis recordes. A carga de tecnologia de informação (TI) instalada na região atingiu 1.36 GW em 2025, com quase 1 GW em construção e taxas de desocupação nos principais centros, inclusive São Paulo, que aparece no relatório da Moody’s como o maior e mais maduro mercado latino americano, com demanda sustentada por empresas globais de tecnologia e operadoras internacionais.
Ainda no Brasil, políticas públicas como o regime ReData (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center no Brasil) ajudam a destravar investimentos e a posicionar o país como destino estratégico para data centers de grande escala, segundo o estudo.
Ainda assim, o relatório ressalta que a legislação sobre treinamento de inteligência artificial aumenta a complexidade dos investimentos em infraestrutura voltada para essa tecnologia.
[histórias da web]
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